Um vídeo institucional não começa na câmera. Começa numa pergunta simples que quase nunca é feita cedo o bastante: o que essa empresa precisa que o público entenda em dois minutos?
O que entra no roteiro
Antes de qualquer locação, definimos três coisas com o cliente: a promessa central, a prova dessa promessa e a ação que esperamos de quem assiste. Sem esses três pontos, o vídeo vira um passeio bonito pela fábrica.
- Promessa: uma frase, dita por uma pessoa, não por um narrador genérico.
- Prova: um número, um bastidor, um cliente falando com o próprio sotaque.
- Ação: o que a marca quer que aconteça depois do play.
Onde o roteiro erra
O erro mais comum é tentar dizer tudo. Vídeo institucional que fala de história, valores, produtos, equipe e sustentabilidade na mesma peça acaba não falando de nada. Escolher é a parte difícil do trabalho, e é onde a produtora precisa estar antes do briefing fechar.
Na prática, um roteiro bom cabe numa página. Se precisa de três, provavelmente são três vídeos.